Era uma manhã de Setembro, o sol brilhava como na primavera! E eu me sentia tão cansada! Nem podia imaginar o que estava por vir! Fomos à maternidade por conta do inchaço nas pernas e pés. A minha pressão estava oscilando! Quando fui atendida pela médica ela começou a me fazer mil perguntas e em seguida pediu para eu aguardar na sala ao lado! Eu me deitei na maca e uma equipe médica começou a conversar comigo, tentando me distrair.
Naquele momento, mesmo me sentindo exausta, percebi que alguma coisa estava acontecendo. No exame, o bebê não se mexia, não dava sinal de vida! Eu falei para a médica que me examinava, que a criança havia se mexido no dia anterior. Então, ela tentava, tentava, e tentava e nada do Nathan se mexer!! Pelo resultado do exame de urina a enfermeira comentou: É HEllP!!! Eu não fazia ideia do que ela falava! Meu esposo foi chamado à sala e orientado pela médica. Na sequencia, ela se dirigiu a mim e disse: Vou ter que interromper a gestação!
Eu não tive tempo de reagir! Estava com trinta e quatro semanas! Somente o meu espírito podia clamar, pois, os meus pensamentos estavam embaçados. Mas, como o Pai cuida de seus filhos, ela já havia me preparado, espiritualmente falando, para este momento. Quando desejei ser mãe e coloquei o meu desejo diante do Pai, o mesmo começou a me dar uma sequencia de sonhos que não faziam sentido pra mim, naquele, momento!! Então, as minhas orações se tornaram mais intensas, juntamente com o meu devocional diário! O Pai também falou ao meu coração uma frase que faz todo sentido hoje, depois do ocorrido: "Não crie expectativas"!! Ou seja, não crie expectativas quanto à equipe médica que vai fazer o seu parto, não crie expectativas quanto ao hospital em que vai ser atendida, não crie expectativas quanto ao plano de saúde, não crie expectativas quanto ao tipo de parto (natural, cesária ou normal), não crie expectativas quanto ao book gestante, ao registro do parto (fotos, filmagem), muito menos a foto formal tirada na saída da maternidade!
Sim, gostaria de ter os registros do parto e a formal foto tirada na saída da maternidade com meu bebê! Mas, isso, são apenas detalhes! O mais importante é que sobrevivemos e hoje estamos aqui, para contar essa história que enaltece o nome do Senhor Jesus! Foi um milagre sim! Poderíamos não termos sobrevivido, tanto eu, quanto o meu bebê!! Ele ficou internado, na incubadora durante quinze dias! Eu, ao todo foram trinta e nove dias, parece pouco? Não, pra mim pareceu um eternidade! Foram muitos exames diários. Tratamentos para curar uma bactéria resistente no pulmão, diálise, entubamento, coma induzido, transfusão de sangue e três cirurgias! Foi uma batalha que não enfrentei sozinha. Minha família, amigos e congregação estavam orando incansavelmente por mim e meu bebê! Por isso, a importância de se congregar, pois, somos um só corpo em Cristo! Sou grata ao Pai por tudo!
PS: A síndrome Hellp é uma das complicações obstétricas mais temidas e perigosas, colocando em risco tanto a vida da mãe quanto a do bebê.
Enfim, agradeço a todo(as) que intercederam por mim e minha família! Que o Eterno possa recompensá-los ricamente!
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